Geração Cala a Boca x Geração Coca Cola.
Geração Cala a Boca 1 :
Procura casamento.
Vai a bailes e desfila pelo verde manto aterrado de hipocresia.
"Dos filhos deste solo és mãe gentil."
Geração Cala a Boca 2 :
Procura liberdade.
Suados, rastejam pelo cimento com dor na tentativa de não calar.
Geração Coca Cola :
Já nasce com o vermelho nariz de palhaço.
Para ser chic é preciso usar black tie.
Para se importar com o mundo, basta se vestir de branco e pedir pela paz.
Os efeitos da coloração do rótulo renova a alma para o sofá, e assim:
Coca cala, boca cola.
"Deitado eternamente em berço esplêndido."
??? "E o teu futuro espelha essa grandeza." ???
Ó Pátria amada!
Salve! Salve!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Em 2008 era para a terra ter sido engolida por um buraco negro com origem na Suiça.
O mundo vai acabar!
Pensaram alguns.
Certo, foi apenas um engano.
O mundo já acabou e não percebemos.
A terra vaga pelo espaço e brinca de gira-gira com os cometas para fingir-se de viva.
Enquanto ela gira, produz um micróbio que se chama homem.
Este micróbio gera um fóssil que vai alimentá-la a cada rotação, assim, sobra forças para na translação brincar de pega-pega com o sol.
-Micróbios, meras cobaias para me distrair! Disse certa vez a terra à lua.
A lua achou uma blasfêmia e deu de costas para a terra, assim nasceu o eclipse.
A cada eclipse Aristóteles sorri, afirmando sua teoria, que abaixo da lua está o mundo corruptível composto por terra, ar, fogo e água.
Para fugir do corruptível são 384 000 km. Mas para mentes lunáticas chegar à lua não leva um segundo. Em menos de um segundo encontra-se figuras e palavras que transitam de variadas formas sem gravidade.
Minguante, Crescente, Cheia e Nova.
Para cada face, uma nova estação.
Para cada cometa, uma nova história.
Lá sou artista, música, poeta, mágica, bailarina, astronauta e até mesmo uma matemática...
Sorrio com Aristóteles.
Aceno para Via Láctea. E vôo para a Terra do Nunca, levando nas mãos o infinito pó de pirlimpimpim.
O mundo vai acabar!
Pensaram alguns.
Certo, foi apenas um engano.
O mundo já acabou e não percebemos.
A terra vaga pelo espaço e brinca de gira-gira com os cometas para fingir-se de viva.
Enquanto ela gira, produz um micróbio que se chama homem.
Este micróbio gera um fóssil que vai alimentá-la a cada rotação, assim, sobra forças para na translação brincar de pega-pega com o sol.
-Micróbios, meras cobaias para me distrair! Disse certa vez a terra à lua.
A lua achou uma blasfêmia e deu de costas para a terra, assim nasceu o eclipse.
A cada eclipse Aristóteles sorri, afirmando sua teoria, que abaixo da lua está o mundo corruptível composto por terra, ar, fogo e água.
Para fugir do corruptível são 384 000 km. Mas para mentes lunáticas chegar à lua não leva um segundo. Em menos de um segundo encontra-se figuras e palavras que transitam de variadas formas sem gravidade.
Minguante, Crescente, Cheia e Nova.
Para cada face, uma nova estação.
Para cada cometa, uma nova história.
Lá sou artista, música, poeta, mágica, bailarina, astronauta e até mesmo uma matemática...
Sorrio com Aristóteles.
Aceno para Via Láctea. E vôo para a Terra do Nunca, levando nas mãos o infinito pó de pirlimpimpim.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
A dispensável "leveza" do ser de sentir-se mal...
Melancolicamente dramática.
Não vos digo mal adverbialmente.
Também, não digo mau para não adjetivar a náusea da existência.
Um monstro verde e gosmento; com perebas vermelhas no rosto.
É toda essa ânsia de querer vomitar o que os ouvidos absorvem pela língua.
__________
Ao meio dia descobri que existem torradeiras que imprimem a cara do Mickey queimado na torrada. Estas, prometem dar o maior ânimo ao comer o Mickey logo cedo.
Pobre Mickey Mouse!
Pobres humanos!
_______
Hoje é segunda, já penso na sexta.
Ainda restam quatro dias e eu não tenho uma torradeira do Mickey.
___________
Restam-me as teorias da mesa de bar.
Meus olhos para fechar.
E meu velho tênis sujo para circular a cada andar...
Melancolicamente dramática.
Não vos digo mal adverbialmente.
Também, não digo mau para não adjetivar a náusea da existência.
Um monstro verde e gosmento; com perebas vermelhas no rosto.
É toda essa ânsia de querer vomitar o que os ouvidos absorvem pela língua.
__________
Ao meio dia descobri que existem torradeiras que imprimem a cara do Mickey queimado na torrada. Estas, prometem dar o maior ânimo ao comer o Mickey logo cedo.
Pobre Mickey Mouse!
Pobres humanos!
_______
Hoje é segunda, já penso na sexta.
Ainda restam quatro dias e eu não tenho uma torradeira do Mickey.
___________
Restam-me as teorias da mesa de bar.
Meus olhos para fechar.
E meu velho tênis sujo para circular a cada andar...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Às vezes, a gente senta para escrever no lugar mais agradável.
Com o melhor som e a melhor paisagem.
E não vem nada.
Então, deixo a caneta de lado, guardo o papel no bolso; encosto na árvore e tiro os sapatos.
O sol aponta para meus pés descalços e os aquecem. Em seguida, me desligo.
Apenas, sinto e ouço:
O canto dos passáros, o barulho que o vento transmite nas folhas e o violão que os garotos ao lado tocam. Um deles toca gaita.
O soprar de sua gaita faz companhia aos passáros;
entra em harmonia com o verde.
E as notas saem passeando pelo céu, sem perder o ritmo se perdem nas nuvens. Acalmam as crianças que choram, os corações partidos e as dores do mundo.
E lá está ela!
Sem rima, sem métricas e do não pensar.
Nasce a poesia.
Com o melhor som e a melhor paisagem.
E não vem nada.
Então, deixo a caneta de lado, guardo o papel no bolso; encosto na árvore e tiro os sapatos.
O sol aponta para meus pés descalços e os aquecem. Em seguida, me desligo.
Apenas, sinto e ouço:
O canto dos passáros, o barulho que o vento transmite nas folhas e o violão que os garotos ao lado tocam. Um deles toca gaita.
O soprar de sua gaita faz companhia aos passáros;
entra em harmonia com o verde.
E as notas saem passeando pelo céu, sem perder o ritmo se perdem nas nuvens. Acalmam as crianças que choram, os corações partidos e as dores do mundo.
E lá está ela!
Sem rima, sem métricas e do não pensar.
Nasce a poesia.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Férias!!!
Julho:
Garotinha de apartamento com os pais trabalhando.Não havia muitos lugaress para ir nem muito o que se fazer, mas havia a casa da Martha.
A Martha nunca gostou de brincar de boneca, nem nada que a deixasse parada. Então, passavamos a tarde no parquinho, quando não havia ninguém para nos levar, ficavamos no corredor do prédio brincando de pega-pega , esconde-esconde e tocar a campainha e sair correndo.
Houve uma vez que nós, junto com a Marielle achamos um pacote de camisinha (certamente dos pais dela), abrimos a camisinha e colocamos na perna da boneca para servir de meia calça. Achamos aquilo oleoso, mas poderia ser uma bexiga diferente.Por que não?
E tem o meu primo Junior, passavamos muito tempo juntos. Jogavamos videogame, jogos de tabuleiro, Super Trunfo e viamos muito desenho.
Na volta às aulas ,tinha que fazer uma redação à respeito das férias de julho. Como era meio restrito aos alunos que ficavam muito em casa, a professora deixava os alunos inventarem. Em várias delas fui à Vila do Chaves, a casa do Mickey e ao Catelo Ratimbum.
Diferente das férias de janeiro, sempre havia o que falar. Tinha a praia, o velho Noel e as festas de reveillon - muito divertidas, pelo simples motivo de não parar de citar: "o ano que vem"-.
Após à ceia de reveillon, eu e meus primos não paravamos de repetir "o ano que vem". Jantar só o ano que vem, tomar banho só o ano que vem, pentear o cabelos só o ano que vem, trocar de roupa só o ano que vem, etc.
Foi em uma dessas festas que descobrir que Sidra Cereser, não é champanhe.
Mas para vovó sempre foi champanhe.
Recaptulando esta bonita palavra, cujo nome é férias, para às 17:15, 22 de julho de 2008.
Como é bom estar de férias!
O significado do nada é tudo quando se está de férias.
O simples sentar olhar para o teto e obedecer o nada chega a dar orgasmos.
Enquanto o relógio está lá trabalhando sem paciência nos ponteiros, eu fico aqui de papo pro ar.
Estou de férias não tenho dever, não tenho hora e não tenho relógio. E não me importo em ter um.
Rio dos colecionadores de relógio.
Pagar para ver o tempo passar? Não obrigada!
As horas passam sem precisar ver.
O calendário e meus deveres cotidianos fazem isso por si só.
Mas não agora, porque eu estou de férias.
Deixe o relógio lá, trabalhando. Sendo útil as obrigações metropolitanas, e me deixe aqui saudando a gordura trans debaixo das cobertas, deixando os lipídios trabalharem sossegados a favor do meu sedentarismo.
Julho:
Garotinha de apartamento com os pais trabalhando.Não havia muitos lugaress para ir nem muito o que se fazer, mas havia a casa da Martha.
A Martha nunca gostou de brincar de boneca, nem nada que a deixasse parada. Então, passavamos a tarde no parquinho, quando não havia ninguém para nos levar, ficavamos no corredor do prédio brincando de pega-pega , esconde-esconde e tocar a campainha e sair correndo.
Houve uma vez que nós, junto com a Marielle achamos um pacote de camisinha (certamente dos pais dela), abrimos a camisinha e colocamos na perna da boneca para servir de meia calça. Achamos aquilo oleoso, mas poderia ser uma bexiga diferente.Por que não?
E tem o meu primo Junior, passavamos muito tempo juntos. Jogavamos videogame, jogos de tabuleiro, Super Trunfo e viamos muito desenho.
Na volta às aulas ,tinha que fazer uma redação à respeito das férias de julho. Como era meio restrito aos alunos que ficavam muito em casa, a professora deixava os alunos inventarem. Em várias delas fui à Vila do Chaves, a casa do Mickey e ao Catelo Ratimbum.
Diferente das férias de janeiro, sempre havia o que falar. Tinha a praia, o velho Noel e as festas de reveillon - muito divertidas, pelo simples motivo de não parar de citar: "o ano que vem"-.
Após à ceia de reveillon, eu e meus primos não paravamos de repetir "o ano que vem". Jantar só o ano que vem, tomar banho só o ano que vem, pentear o cabelos só o ano que vem, trocar de roupa só o ano que vem, etc.
Foi em uma dessas festas que descobrir que Sidra Cereser, não é champanhe.
Mas para vovó sempre foi champanhe.
Recaptulando esta bonita palavra, cujo nome é férias, para às 17:15, 22 de julho de 2008.
Como é bom estar de férias!
O significado do nada é tudo quando se está de férias.
O simples sentar olhar para o teto e obedecer o nada chega a dar orgasmos.
Enquanto o relógio está lá trabalhando sem paciência nos ponteiros, eu fico aqui de papo pro ar.
Estou de férias não tenho dever, não tenho hora e não tenho relógio. E não me importo em ter um.
Rio dos colecionadores de relógio.
Pagar para ver o tempo passar? Não obrigada!
As horas passam sem precisar ver.
O calendário e meus deveres cotidianos fazem isso por si só.
Mas não agora, porque eu estou de férias.
Deixe o relógio lá, trabalhando. Sendo útil as obrigações metropolitanas, e me deixe aqui saudando a gordura trans debaixo das cobertas, deixando os lipídios trabalharem sossegados a favor do meu sedentarismo.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Uma andorinha passa o dia à toa.
A segunda andorinha diz que tem a cantiga mais triste, porque, passou a vida à toa, à toa.
Entre linhas, Manuel Bandeira, quis nos dizer, é que essa segunda andorinha era química.
Hess,Torbern Bergman,Lavoisier e seus fiéis seguidores.
Tenho dó, em pleno século XVIII, no final das trevas do conhecimento humano; preferiam queimar seus neurônios fazendo experiências à toa.
Claro, é um modo ignorante de pensar, pois, muito do que temos hoje devemos a eles. Mas pra mim, basta saber que na natureza nada se cria, tudo se transforma e sigo feliz. Não me interresso em saber as propriedade químicas, nem aqueles nomes mirabolantes.
Sabe, no fundo até os admiro. Para ser químico é preciso ter uma imaginação muito fértil. O que me faz crer que para cada experiência realizada, uma semente da papoila de ópio era retirada dos verdes gramados.
Para piorar, ainda há a soberba matemática embutida na química, aquela matemática chata, com contas longas que nunca dá número inteiro.
Embora, entre matemática e química, fico com a matemática. Posso usá-la em combinações e arranjos para jogar na Loto. Será que está acumulada?
As principais operações: somar, dividir, multiplicar e subtrair; são importantes quando se trata de dinheiro.
Em suma, a matemática para humanóides, é capitalista. Usada com vigor, apenas quando se trata de dinheiro.
De resto, sem precisão. É à-toa.
Prefiro passar uma tarde dando vida à Família Silva Sauro.
Quem disse que eles tem que ser verdes?!? Posso deixá-los azuis,amarelos,lilás e até rosas, ou não, deixá-los da cor do papel e dar um novo tom para camisa do Dino. E dar um tom mais alegre para rabugenta da Zilda.
Como sei que a Charlene gosta de ser moderninha, posso deixá-la com uma franjinha e fazer uma tatuagem no braço dela - porque,se for no rabo,não vai pegar bem- .
O Bobby não está mais enjoado da jaqueta vermelha, graças a mim. A Fran - a devota dona de casa -, da família é a que eu mais admiro (ou tenho dó), por isso caprichei no visual dela, até a presenteei com um chápeu.
E de tão antipático, deixei o rabo do chefe do Dino, rosa com chifres acinzentados e dentes verdes. Quem mandou ser bravo?!?Bem feito pra ele!
Na verdade, à toa sou eu.
Que gosto de escrever coisas assim; á toa, á toa.
Prefiro passar a vida cheia de cores, livros, teatro, cinema e poesia.
Minha cantiga é mais alegre, andorinha!
A segunda andorinha diz que tem a cantiga mais triste, porque, passou a vida à toa, à toa.
Entre linhas, Manuel Bandeira, quis nos dizer, é que essa segunda andorinha era química.
Hess,Torbern Bergman,Lavoisier e seus fiéis seguidores.
Tenho dó, em pleno século XVIII, no final das trevas do conhecimento humano; preferiam queimar seus neurônios fazendo experiências à toa.
Claro, é um modo ignorante de pensar, pois, muito do que temos hoje devemos a eles. Mas pra mim, basta saber que na natureza nada se cria, tudo se transforma e sigo feliz. Não me interresso em saber as propriedade químicas, nem aqueles nomes mirabolantes.
Sabe, no fundo até os admiro. Para ser químico é preciso ter uma imaginação muito fértil. O que me faz crer que para cada experiência realizada, uma semente da papoila de ópio era retirada dos verdes gramados.
Para piorar, ainda há a soberba matemática embutida na química, aquela matemática chata, com contas longas que nunca dá número inteiro.
Embora, entre matemática e química, fico com a matemática. Posso usá-la em combinações e arranjos para jogar na Loto. Será que está acumulada?
As principais operações: somar, dividir, multiplicar e subtrair; são importantes quando se trata de dinheiro.
Em suma, a matemática para humanóides, é capitalista. Usada com vigor, apenas quando se trata de dinheiro.
De resto, sem precisão. É à-toa.
Prefiro passar uma tarde dando vida à Família Silva Sauro.
Quem disse que eles tem que ser verdes?!? Posso deixá-los azuis,amarelos,lilás e até rosas, ou não, deixá-los da cor do papel e dar um novo tom para camisa do Dino. E dar um tom mais alegre para rabugenta da Zilda.
Como sei que a Charlene gosta de ser moderninha, posso deixá-la com uma franjinha e fazer uma tatuagem no braço dela - porque,se for no rabo,não vai pegar bem- .
O Bobby não está mais enjoado da jaqueta vermelha, graças a mim. A Fran - a devota dona de casa -, da família é a que eu mais admiro (ou tenho dó), por isso caprichei no visual dela, até a presenteei com um chápeu.
E de tão antipático, deixei o rabo do chefe do Dino, rosa com chifres acinzentados e dentes verdes. Quem mandou ser bravo?!?Bem feito pra ele!
Na verdade, à toa sou eu.
Que gosto de escrever coisas assim; á toa, á toa.
Prefiro passar a vida cheia de cores, livros, teatro, cinema e poesia.
Minha cantiga é mais alegre, andorinha!
domingo, 8 de junho de 2008
Percebi que estou mais velha do que pensava
e mais cansada do que esperava.
Bocejos intermináveis.
Olhos molhados de sono.
Uma noite perdida de sono, faz eu me sentir um vegetal radioativo o dia in-tei-ro.
Baladas cheiram a cinzeiro e prejudicam a caixa craneana com o seus intermináveis "putz,putz". Não suporto mais ouvir "putz,putz" ;são tão desumanos.
A homegenidade exala em um lugar escuro e fechado.De costas,todos iguais.Parecem manequis de vitrine de shopping.Colocam sua melhor roupa,gelzinho no cabelo,chapinha e ficam horas se arrumando em frente ao espelho; para depois acabar a noite como uma drag pobre que anda pelas ruas à procura de cola.
Balada alternativa é menos pior.O som é humamo e empolgante.Porém,são muito abafadas e também fedem a cinzeiro. Estão cheias de moderninhos, que só de olhar na cara deles da para saber a ficha completa; não vêem filmes hollywoodianos, só lêem livros e ouvem músicas que ninguém conhece.
Não estou intencionada a generalizar,mas é o que tudo me parece e me é apresentado.
Mas, fico com o som!
Escrevo como uma idosa,
sei quem fui, hoje não sei quem sou.
Tenho idéias abstratas do que me tornei.
Só sei que:
Amo um botequim!!!
Sou devota a ele. Bendito seja quem o inventou!
e mais cansada do que esperava.
Bocejos intermináveis.
Olhos molhados de sono.
Uma noite perdida de sono, faz eu me sentir um vegetal radioativo o dia in-tei-ro.
Baladas cheiram a cinzeiro e prejudicam a caixa craneana com o seus intermináveis "putz,putz". Não suporto mais ouvir "putz,putz" ;são tão desumanos.
A homegenidade exala em um lugar escuro e fechado.De costas,todos iguais.Parecem manequis de vitrine de shopping.Colocam sua melhor roupa,gelzinho no cabelo,chapinha e ficam horas se arrumando em frente ao espelho; para depois acabar a noite como uma drag pobre que anda pelas ruas à procura de cola.
Balada alternativa é menos pior.O som é humamo e empolgante.Porém,são muito abafadas e também fedem a cinzeiro. Estão cheias de moderninhos, que só de olhar na cara deles da para saber a ficha completa; não vêem filmes hollywoodianos, só lêem livros e ouvem músicas que ninguém conhece.
Não estou intencionada a generalizar,mas é o que tudo me parece e me é apresentado.
Mas, fico com o som!
Escrevo como uma idosa,
sei quem fui, hoje não sei quem sou.
Tenho idéias abstratas do que me tornei.
Só sei que:
Amo um botequim!!!
Sou devota a ele. Bendito seja quem o inventou!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Putz grilo!
Apolinário e Almerinda se conheceram em uma domingueira.Almerinda,estava toda farceira.Fez o seu primeiro vestido com a máquina de costura que sua mãe ganhou em uma rifa.
O salão estava cheio,ao som da vitrola todos dançavam.Lá estava Almerinda, perto da mesa de ponche conversando com sua patota,do outro lado do salão estava Apolinário, vestindo um paletó azul com grandes ombreiras de espuma.
Os olhares se cruzaram, meio intimidada Almerinda ajeita o cabelo cortado em camadas(estilo "poodle"),e começa a dançar olhando para o pão.
Apolinário comenta com os batutas:
- perdição!Tem o gingado que chacoalha o velho!
Balançando o esqueleto, foi se aproximando da donzela...
-Oi xuxuquita,qual é sua graça? Vamos dar um role na praia pra ver corrida de submarinos?
Almerinda, sabendo que o broto estava tropeçando nas anáguas,aceitou o convite.
Mais tarde ... Casaram-se.
O céu estava estrelado, na lua de mel,de tanto apontar para as estrelas voltaram cheio de espinhas.
Almerinda teve seu primeiro filho chamado Asdrubaldo,mas não pôde amamentá-lo.Ao dar a luz recebeu a visita de sua irmã Ermecinda que menstruada, foi sentar na cama de Almerinda,e o leite secou.Mesmo assim,Asdrubaldo cresceu forte e sapeca.Tinha uma fome de leão que duvide-ou-dó.
Apolinário e Almerinda tiveram mais quatro filhos: Odilha Sebastina,Pedrolina,Gertrudes e Anastácio.
Odilha Sebastina era fogo na roupa,sempre que um dos seus irmãos se sentava com a perna esticada,ela passava por cima.Por causa de Odilha Sebastina seus irmãos não cresceram.
O sonho de Pedrolina era ser alta,como vingança varreu o pé da irmã e Odilha Sebastina não casou.Não havia Santo Antônio que a casa-se!
No mês passado,Gertrudes virou mocinha e não pôde ter seu cabelo lavado por uma semana,para não correr o risco de acordar com o ventre deformado.
Anastácio vive doente porque sempre esquece a porta do guarda-roupa aberta.Mas foi curado da asma tomando um banho gelado a noite e se enrolando em um cobertor bem quente sem roupa.
A família não gostava de chuva,perdiam as estribeiras a cada trovão. Quando chovia jogavam sabonetes no telhado e acendiam folhas de Santa Bárbara para a chuva cessar.
Moravam em uma casa farta.Embora,de várias portas somente uma era aberta,pois,o visitante tinha que sair pela mesma porta que entrou para não levar a riqueza da família.Atrás da porta havia um punhado de sal grosso e uma vassoura para impedir más visitas.
Apolinário,Apolinário.Era pimba na parafuzeta,teimoso que só Jesus de bicicleta.
Apolinário conquistou a terra!
Desistiu de fazer aniversário e foi abotoar o paletó de madeira.
Ontem foi sua missa de sétimo dia, morreu de nó nas tripas por prender os gases.
No dia do enterro, na hora de fechar o caixão, Almerinda,agora,viúva:
-Espere um pouco!
Depois de umas apalpadelas no falecido:
-Pode fechar, está tudo desligado!
E seguiu para casa repetindo: por fora bela viola mas por dentro pão bolorento.
Apolinário e Almerinda se conheceram em uma domingueira.Almerinda,estava toda farceira.Fez o seu primeiro vestido com a máquina de costura que sua mãe ganhou em uma rifa.
O salão estava cheio,ao som da vitrola todos dançavam.Lá estava Almerinda, perto da mesa de ponche conversando com sua patota,do outro lado do salão estava Apolinário, vestindo um paletó azul com grandes ombreiras de espuma.
Os olhares se cruzaram, meio intimidada Almerinda ajeita o cabelo cortado em camadas(estilo "poodle"),e começa a dançar olhando para o pão.
Apolinário comenta com os batutas:
- perdição!Tem o gingado que chacoalha o velho!
Balançando o esqueleto, foi se aproximando da donzela...
-Oi xuxuquita,qual é sua graça? Vamos dar um role na praia pra ver corrida de submarinos?
Almerinda, sabendo que o broto estava tropeçando nas anáguas,aceitou o convite.
Mais tarde ... Casaram-se.
O céu estava estrelado, na lua de mel,de tanto apontar para as estrelas voltaram cheio de espinhas.
Almerinda teve seu primeiro filho chamado Asdrubaldo,mas não pôde amamentá-lo.Ao dar a luz recebeu a visita de sua irmã Ermecinda que menstruada, foi sentar na cama de Almerinda,e o leite secou.Mesmo assim,Asdrubaldo cresceu forte e sapeca.Tinha uma fome de leão que duvide-ou-dó.
Apolinário e Almerinda tiveram mais quatro filhos: Odilha Sebastina,Pedrolina,Gertrudes e Anastácio.
Odilha Sebastina era fogo na roupa,sempre que um dos seus irmãos se sentava com a perna esticada,ela passava por cima.Por causa de Odilha Sebastina seus irmãos não cresceram.
O sonho de Pedrolina era ser alta,como vingança varreu o pé da irmã e Odilha Sebastina não casou.Não havia Santo Antônio que a casa-se!
No mês passado,Gertrudes virou mocinha e não pôde ter seu cabelo lavado por uma semana,para não correr o risco de acordar com o ventre deformado.
Anastácio vive doente porque sempre esquece a porta do guarda-roupa aberta.Mas foi curado da asma tomando um banho gelado a noite e se enrolando em um cobertor bem quente sem roupa.
A família não gostava de chuva,perdiam as estribeiras a cada trovão. Quando chovia jogavam sabonetes no telhado e acendiam folhas de Santa Bárbara para a chuva cessar.
Moravam em uma casa farta.Embora,de várias portas somente uma era aberta,pois,o visitante tinha que sair pela mesma porta que entrou para não levar a riqueza da família.Atrás da porta havia um punhado de sal grosso e uma vassoura para impedir más visitas.
Apolinário,Apolinário.Era pimba na parafuzeta,teimoso que só Jesus de bicicleta.
Apolinário conquistou a terra!
Desistiu de fazer aniversário e foi abotoar o paletó de madeira.
Ontem foi sua missa de sétimo dia, morreu de nó nas tripas por prender os gases.
No dia do enterro, na hora de fechar o caixão, Almerinda,agora,viúva:
-Espere um pouco!
Depois de umas apalpadelas no falecido:
-Pode fechar, está tudo desligado!
E seguiu para casa repetindo: por fora bela viola mas por dentro pão bolorento.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Em um dia de insônia...
Abri uma caixa empoirada de lembranças escassas,substiuídas por impessoais "scraps" e emails.
Achei uma carta,que eu pensava estar extinta do meu cômodo e de mim.Ela estava lá, soterrada no fundo da caixa. Embaixo de cartas de amigos.
Na caixa, cartas recentes e velhas, todas com algo em comum: o desejo que a amizade permanecesse.
Em todas elas, -inclusive a carta soterrada- havia expressões como "pra sempre,"nunca me esquecerei","jamais". Naquela época acreditei. Hoje leio com saudades.
Alguns partiram,outros,continuaram comigo.E há os que comigo ainda convivem, mas já não tem o laço tão estreito.
A culpa não é da inocência. O culpado é o tempo!
Devemos pensar duas vezes antes de dizermos - e, principalmente, escrevermos - algo que envolva a eternidade.
O calor de algumas emoções e momentos não raro nos fazem dizer frases que em breve tornar-se-ão mentiras.
Períodos de mentiras futuras fazem sentido em um contexto, servem apenas para lembrar o quanto valeu a pena o passado no futuro.Vivi isso essa semana.A carta soterrada fez as cores e os sons de um tempo remoto levantarem da cova e me visitar.
Ler uma frase e viver outra realidade. É muito saudoso! Só me faz acreditar cada vez menos nas pessoas...
Não que eu seja pessimista.Acredito na verdadeira amizade.
Sei que as cartas citadas foram escritas com muito amor, e as tenho guardadas até hoje com muito carinho.Quanto a carta que se escondeu por anos, é provável que o lixo nunca a conheça.
O que fica evidente é a real necessidade de se cultivar aquilo ou aqueles que queremos para sempre.
Palavras jogadas em um pedaço de papel há seis anos queriam dizer muita coisa. Hoje, não passam de átomos de grafite descansando sobre um alvo leito.
Nenhuma fogueira, por mais intensa que seja, permanece emanando calor se não for devidamente alimentada.
Os relacionamentos, infelizmente, são muito mais complexos do que um simples fogareiro.
Ao terminar de ler a carta que tanto me chamou atenção,cuja existência estava extinta,voltei a soterrá-la,em uma caixa de difícil acesso.Não no lugar mais fácil de achá-la. Não na prateleira mais visível. Não na gaveta mais alta. No fundo de uma caixa. Não no lugar que merece.
Um dia a vida passa... e nós não vemos!
Um dia alguém cantou que o pra sempre sempre acaba...
Abri uma caixa empoirada de lembranças escassas,substiuídas por impessoais "scraps" e emails.
Achei uma carta,que eu pensava estar extinta do meu cômodo e de mim.Ela estava lá, soterrada no fundo da caixa. Embaixo de cartas de amigos.
Na caixa, cartas recentes e velhas, todas com algo em comum: o desejo que a amizade permanecesse.
Em todas elas, -inclusive a carta soterrada- havia expressões como "pra sempre,"nunca me esquecerei","jamais". Naquela época acreditei. Hoje leio com saudades.
Alguns partiram,outros,continuaram comigo.E há os que comigo ainda convivem, mas já não tem o laço tão estreito.
A culpa não é da inocência. O culpado é o tempo!
Devemos pensar duas vezes antes de dizermos - e, principalmente, escrevermos - algo que envolva a eternidade.
O calor de algumas emoções e momentos não raro nos fazem dizer frases que em breve tornar-se-ão mentiras.
Períodos de mentiras futuras fazem sentido em um contexto, servem apenas para lembrar o quanto valeu a pena o passado no futuro.Vivi isso essa semana.A carta soterrada fez as cores e os sons de um tempo remoto levantarem da cova e me visitar.
Ler uma frase e viver outra realidade. É muito saudoso! Só me faz acreditar cada vez menos nas pessoas...
Não que eu seja pessimista.Acredito na verdadeira amizade.
Sei que as cartas citadas foram escritas com muito amor, e as tenho guardadas até hoje com muito carinho.Quanto a carta que se escondeu por anos, é provável que o lixo nunca a conheça.
O que fica evidente é a real necessidade de se cultivar aquilo ou aqueles que queremos para sempre.
Palavras jogadas em um pedaço de papel há seis anos queriam dizer muita coisa. Hoje, não passam de átomos de grafite descansando sobre um alvo leito.
Nenhuma fogueira, por mais intensa que seja, permanece emanando calor se não for devidamente alimentada.
Os relacionamentos, infelizmente, são muito mais complexos do que um simples fogareiro.
Ao terminar de ler a carta que tanto me chamou atenção,cuja existência estava extinta,voltei a soterrá-la,em uma caixa de difícil acesso.Não no lugar mais fácil de achá-la. Não na prateleira mais visível. Não na gaveta mais alta. No fundo de uma caixa. Não no lugar que merece.
Um dia a vida passa... e nós não vemos!
Um dia alguém cantou que o pra sempre sempre acaba...
domingo, 25 de maio de 2008
"Existem dias que valem por anos e amigos que valem por mil."
Dias que não formam dois anos.Apenas um ano com acontecimentos de mil.
E,amigos assim,que a presença vale por tudo e todos.
Costumo não chorar com filmes nem com histórias alheias mas aconteceu,foi como um trovão que dispertou milhares de sentimentos em um só.Senti raiva,susto,dor e medo.Medo, do alívio da dor. Medo,que o alívio aliviasse todas as dores para sempre.
Mas enxerguei uma força anormal naquela garota que falava olhando nos meus olhos.Esta força me arrepiou ao mesmo tempo me fez sorrir e foi aí que a lágrima escorreu.Dentro de uma lágrima estavam todos os sentimentos,vontades e palavras que nem sempre saem.
Tive vontade de colocar essa menina com cara de guaxinim dentro de um pote e trancar, para protegê-la desse mundo mau e dos "eus" malvados.
Numa madrugada de sábado,sentadas em uma mesa de bar atrás de caixas empilhadas de cerveja com a fumaça do cigarro ao redor,vi que gente comum é mais admirável que muitos imortais construídos pela história.
Talvez por sermos exigentes demais com a realidade,construímos heróis com atitudes sobrenaturais; matar dragões,salvar mocinhas,salvar o mundo e na mais real das situações ganhar corridas.Os verdadeiros heróis são feitos de atitude,vontades e persistências,tipo essas de guaxinim.
Conheci uma heroína,de verdade;de carne e osso;unhas e dentes;habitante da rua de cima.
Com deslizes humanos. Não sabe voar.Não descende de Aristótoles.Não descende de Gandhi.Não têm poderes mágicos.Mas significa muito em várias vidas contemporâneas e reais.
Grande é o meu orgulho e minha irmandade, em relação a essa menina de olhos grandes.
Dias que não formam dois anos.Apenas um ano com acontecimentos de mil.
E,amigos assim,que a presença vale por tudo e todos.
Costumo não chorar com filmes nem com histórias alheias mas aconteceu,foi como um trovão que dispertou milhares de sentimentos em um só.Senti raiva,susto,dor e medo.Medo, do alívio da dor. Medo,que o alívio aliviasse todas as dores para sempre.
Mas enxerguei uma força anormal naquela garota que falava olhando nos meus olhos.Esta força me arrepiou ao mesmo tempo me fez sorrir e foi aí que a lágrima escorreu.Dentro de uma lágrima estavam todos os sentimentos,vontades e palavras que nem sempre saem.
Tive vontade de colocar essa menina com cara de guaxinim dentro de um pote e trancar, para protegê-la desse mundo mau e dos "eus" malvados.
Numa madrugada de sábado,sentadas em uma mesa de bar atrás de caixas empilhadas de cerveja com a fumaça do cigarro ao redor,vi que gente comum é mais admirável que muitos imortais construídos pela história.
Talvez por sermos exigentes demais com a realidade,construímos heróis com atitudes sobrenaturais; matar dragões,salvar mocinhas,salvar o mundo e na mais real das situações ganhar corridas.Os verdadeiros heróis são feitos de atitude,vontades e persistências,tipo essas de guaxinim.
Conheci uma heroína,de verdade;de carne e osso;unhas e dentes;habitante da rua de cima.
Com deslizes humanos. Não sabe voar.Não descende de Aristótoles.Não descende de Gandhi.Não têm poderes mágicos.Mas significa muito em várias vidas contemporâneas e reais.
Grande é o meu orgulho e minha irmandade, em relação a essa menina de olhos grandes.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Os vínculos noticiários se tornaram banais.
Para se manter informado,ler o jornal uma vez por mês é o suficiente.
Até o mundo caiu no tédio,coincidentemente acontecimentos de longas datas acontecem continuamente,só mudam os personagens,às vezes o local e fracamente os interesses.
O que dizia nas primeiras páginas é o que diz hoje e dirá amanhã e depois de amanhã até o fim dos dias.
Dos aqueus,druidas,suméricos,fenícios aos nossos antepassados,ao analisarem o mundo hoje, eles seriam convictos em dizer: "já vi esssa cena antes."
A novidade não existe, o que existe são atualizações,já se foram XXI séculos de mesmice.
Enquanto isso no subversivo planeta terra,
Deus boceja.
_________________
E,o Srº Progresso junta seu amor por usar fantasias com a dó que sente pela Novidade não ser ninguém.Então,ele a foca,se enfeitando a cada década de algo e a Srº Novidade querendo ser alguém o agradece pela cegueira produzida no ser.
Para se manter informado,ler o jornal uma vez por mês é o suficiente.
Até o mundo caiu no tédio,coincidentemente acontecimentos de longas datas acontecem continuamente,só mudam os personagens,às vezes o local e fracamente os interesses.
O que dizia nas primeiras páginas é o que diz hoje e dirá amanhã e depois de amanhã até o fim dos dias.
Dos aqueus,druidas,suméricos,fenícios aos nossos antepassados,ao analisarem o mundo hoje, eles seriam convictos em dizer: "já vi esssa cena antes."
A novidade não existe, o que existe são atualizações,já se foram XXI séculos de mesmice.
Enquanto isso no subversivo planeta terra,
Deus boceja.
_________________
E,o Srº Progresso junta seu amor por usar fantasias com a dó que sente pela Novidade não ser ninguém.Então,ele a foca,se enfeitando a cada década de algo e a Srº Novidade querendo ser alguém o agradece pela cegueira produzida no ser.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Escrito,
08/02/ 2005
Professores, amigos, bagunça, prova, namorico, recreio.
Meu primeiro dia de aula,meninha rechonchuda de trancinhas,com
uma mochila em formato de um rosto de cachorro e sua lancheira
da turma da Mônica que vinha com um copão que girava e saia o canudinho.Usava uniforme marrom ,tênis e meias brancas.Lembro-me perfeitamente como estava assustada naquele dia, ia para o 2º pré em uma escola de verdade ,totalmente diferente do Anjo Azul,onde tinhamos hora do cochilinho, merenda, televisão e a tia Nilda.Infelizmente, eu não me recordo dos traços dela,mas me lembro de espera-la na porta quando ela ia ao banheiro só para ela me paparicar.
No São Jóse as coisas eram bem diferentes,não podia mais chamar a professora de tia,tinha que chama-las de mestra,tinha boletim,diretora,quadra,lista de material escolar e cartilha para aprender o alfabeto.
A lista de material escolar!
A cada início do ano letivo as mães iam buscar na escola a tão esperada lista de material.
Não tão esperada pelas mães, claro. Tinha que comprar várias folhas de almaço, sendo que eu usava só umas de cinquenta durante o ano inteiro. Enfim. Para nós, alunos, era divertido ir até a papelaria e voltar para casa com a sacola cheia de papéis coloridos, livros,um pacote de folhas sulfite, estojo, lápis de cor,uma borracha verde macia,compasso,régua de 30 cm,três esquadros e lápis 2B e seguia por aí afora.
Abrir pela primeira vez a caixa nova de lápis de cor.Preferencialmente a de 36 unidades, com duas gavetas. Aqueles lápis lindos, apontadinhos, colocados em ordem de cores. O medo de tirar do lugar e depois não conseguir colocar de volta no lugar certo e o cheiro de lápis novo, um dos
melhores cheiros do mundo.
Os livros e cardenos encapados com plástico pareciam que pediam para serem arranhados.E finalmente eu cedia e lá ia a unha no plástico.
Também era de costume etiquetar tudo, das réguas aos livros e cadernos.Era um desafio.
No Externato,lembro de ter respondido vários caderno de perguntas . "Quantas vezes já beijou?"; "Onde gostaria de morar?"; "Que carro gostaria de ter?". Listas do "Garoto mais bonito da sala".
Faz falta ouvir o sinal do recreio, das carteiras enfileiradas, sair correndo para casa para não perder Blossom;em seguida,ficar assistindo Chaves e Chapolim.
As tardes depois da escola deixaram marcas de baba no travesseiro.Os telefonemas com a melhor amiga,as idas à Galeria do Rock com o uniforme do Adventista se achando roqueira.
Mas nada a cima se compara ao tempos do Ego Sum.
Não me importava se era segunda ou sexta,nem se iria ter aula aos sábados.
Não precisava mais mentir para minha mãe que estava doente para faltar.Era divertido ir à escola.
Se aprendia matemática,biológia,quimíca,gramática,física,história e geográfia da maneira mais gostosa,regada com muito humor. Era interessante aprender.
As escadas,o banco,o pátio,as festas,o degrau em frente à porta, as janelas,os professores,meus amigos e os demais que ocupavam aquele casarão.Sempre vou lembrar!
Saudades de você Ego Sum!!!
08/02/ 2005
Professores, amigos, bagunça, prova, namorico, recreio.
Meu primeiro dia de aula,meninha rechonchuda de trancinhas,com
uma mochila em formato de um rosto de cachorro e sua lancheira
da turma da Mônica que vinha com um copão que girava e saia o canudinho.Usava uniforme marrom ,tênis e meias brancas.Lembro-me perfeitamente como estava assustada naquele dia, ia para o 2º pré em uma escola de verdade ,totalmente diferente do Anjo Azul,onde tinhamos hora do cochilinho, merenda, televisão e a tia Nilda.Infelizmente, eu não me recordo dos traços dela,mas me lembro de espera-la na porta quando ela ia ao banheiro só para ela me paparicar.
No São Jóse as coisas eram bem diferentes,não podia mais chamar a professora de tia,tinha que chama-las de mestra,tinha boletim,diretora,quadra,lista de material escolar e cartilha para aprender o alfabeto.
A lista de material escolar!
A cada início do ano letivo as mães iam buscar na escola a tão esperada lista de material.
Não tão esperada pelas mães, claro. Tinha que comprar várias folhas de almaço, sendo que eu usava só umas de cinquenta durante o ano inteiro. Enfim. Para nós, alunos, era divertido ir até a papelaria e voltar para casa com a sacola cheia de papéis coloridos, livros,um pacote de folhas sulfite, estojo, lápis de cor,uma borracha verde macia,compasso,régua de 30 cm,três esquadros e lápis 2B e seguia por aí afora.
Abrir pela primeira vez a caixa nova de lápis de cor.Preferencialmente a de 36 unidades, com duas gavetas. Aqueles lápis lindos, apontadinhos, colocados em ordem de cores. O medo de tirar do lugar e depois não conseguir colocar de volta no lugar certo e o cheiro de lápis novo, um dos
melhores cheiros do mundo.
Os livros e cardenos encapados com plástico pareciam que pediam para serem arranhados.E finalmente eu cedia e lá ia a unha no plástico.
Também era de costume etiquetar tudo, das réguas aos livros e cadernos.Era um desafio.
No Externato,lembro de ter respondido vários caderno de perguntas . "Quantas vezes já beijou?"; "Onde gostaria de morar?"; "Que carro gostaria de ter?". Listas do "Garoto mais bonito da sala".
Faz falta ouvir o sinal do recreio, das carteiras enfileiradas, sair correndo para casa para não perder Blossom;em seguida,ficar assistindo Chaves e Chapolim.
As tardes depois da escola deixaram marcas de baba no travesseiro.Os telefonemas com a melhor amiga,as idas à Galeria do Rock com o uniforme do Adventista se achando roqueira.
Mas nada a cima se compara ao tempos do Ego Sum.
Não me importava se era segunda ou sexta,nem se iria ter aula aos sábados.
Não precisava mais mentir para minha mãe que estava doente para faltar.Era divertido ir à escola.
Se aprendia matemática,biológia,quimíca,gramática,física,história e geográfia da maneira mais gostosa,regada com muito humor. Era interessante aprender.
As escadas,o banco,o pátio,as festas,o degrau em frente à porta, as janelas,os professores,meus amigos e os demais que ocupavam aquele casarão.Sempre vou lembrar!
Saudades de você Ego Sum!!!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Quase me faz falta o interesse por gerações posteriores.Elas são às nossas mera reproduções do que reproduzimos um dia e esse é um tédio difícil de suportar,o replay deixa as coisas enfadonhas.
Fases.Esta, em que um canto confortável acompanhado de um bom livro vale por mil pessoas e por todos os comigos de mim.
Fases.Esta, em que um canto confortável acompanhado de um bom livro vale por mil pessoas e por todos os comigos de mim.
domingo, 4 de maio de 2008
Tudo sobre nada
Tudo sobre tudo
Nada sobre nada
Nada sobre tudo
Sobre tudo nada
Sobre nada tudo
Sobre nada sobra
Sobra nada sobre tudo
Sobra nada sobra tudo
Sobra tudo sobre nada
Hoje, por mais que eu esprema,centrifugue e amasse não sai suco da laranja.
Palavras embaralhadas,
100 sentido e 100 sabor.
espera,sossega,começa...
A,B,C
expira,respira,inspira,
se inspira!
Tudo sobre tudo
Nada sobre nada
Nada sobre tudo
Sobre tudo nada
Sobre nada tudo
Sobre nada sobra
Sobra nada sobre tudo
Sobra nada sobra tudo
Sobra tudo sobre nada
Hoje, por mais que eu esprema,centrifugue e amasse não sai suco da laranja.
Palavras embaralhadas,
100 sentido e 100 sabor.
espera,sossega,começa...
A,B,C
expira,respira,inspira,
se inspira!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Movimento retrógrado de 1986.
Aos 21 anos em:
1920 Sonny Terry teria me ensinado a tocar gaita e me convidaria para participar em um dos seus discos com Brownie.
1930 Passaria horas a fio com Fernando Pessoa em Lisboa, beberíamos chá nas tardes cinzas e cerveja nos dias coloridos .
1940 Ficaria o dia inteiro ouvindo rádio novela na minha cadeira de palha.
1950 Marlon Brando seria louco por mim.
1960 Teria ido ao show dos Beatles com uma saia rodada e rabo de cavalo alto.
1970 Teria feito parte de movimentos contra cultura,participado de passeatas e teria posters da Janis Joplim espalhados pelo quarto.
1978 Teria assistido Grease no cinema.
1980 Teria sido cantora da Jovem Guarda e me apresentaria toda semana no programa do Chacrinha.
(...)
O sonho acabou!
2008 Dançarina de funk ou uma Big Brother?
O créu está na moda.
Fim da infância.
Fim da vida real.
Aos 21 anos em:
1920 Sonny Terry teria me ensinado a tocar gaita e me convidaria para participar em um dos seus discos com Brownie.
1930 Passaria horas a fio com Fernando Pessoa em Lisboa, beberíamos chá nas tardes cinzas e cerveja nos dias coloridos .
1940 Ficaria o dia inteiro ouvindo rádio novela na minha cadeira de palha.
1950 Marlon Brando seria louco por mim.
1960 Teria ido ao show dos Beatles com uma saia rodada e rabo de cavalo alto.
1970 Teria feito parte de movimentos contra cultura,participado de passeatas e teria posters da Janis Joplim espalhados pelo quarto.
1978 Teria assistido Grease no cinema.
1980 Teria sido cantora da Jovem Guarda e me apresentaria toda semana no programa do Chacrinha.
(...)
O sonho acabou!
2008 Dançarina de funk ou uma Big Brother?
O créu está na moda.
Fim da infância.
Fim da vida real.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Talvez se eu fosse poeta;
poderia ter a desculpa de reparar.
Outro dia descendo a Brigadeiro,havia dois gays atrás de mim,nada afeminados,robustos,cheirosos e tals.Um deles era casado e o outro não, eles estavam conversando sobre relacionamento,embora, a pressa de chegar em casa para almoçar, eu encurtei os passos para ouvi-los melhor. Infelizmente, não deu para saber o nome deles,mas eu costumo dar nomes aos lagos onde ganso.O casado será Adalmir,o solteiro será David.
David quer viver com Adalmir,mas Adalmir não quer assumi-lo ,muito menos largar a família,foi o que eu percebi de Adalmir,mesmo com a mentira que gosta mais dele do que da esposa,será mesmo?Hum não sei.
-"O problema é que eu tenho dois filhos e eles precisam de mim",segundo Adalmir.
David não se contentou,disse que se o amasse de verdade largaria os filhos,largaria tudo para viver com ele.
Aaaaaaaahhh mas eu fiquei possessa, me deu vontade de me impor,que cara egoísta.Embora,os ombros largos e o olhos de safira,David tinha dentro dele um ser frágil e carente ao máximo dos triplos e quintos.
Enquanto o casal dobrava a esquina da Rua do Ingleses Adalmir diz que não é bem assim e que gosta muito dele,aquele blá blá e o som foi se afastando dos meus ouvidos.
Infelizmente, o percurso da Brigadeiro tinha acabado para eles e eu fiquei assim,ao leo...
O que será que aconteceu entre David e Adalmir?
Pensei também na mulher de Adalmir, se ela desconfia de algo. Ela nem deve desconfiar que o cara com quem ela dorme todas as noites da as costas para o sexo (_*_) .
Coitada da mulher de Aldalmir, David é seu encosto.
Adalmir, você me pareceu um homem muito enrolado.
Espero que decidas;
após a decisão: boa sorte na vida!
poderia ter a desculpa de reparar.
Outro dia descendo a Brigadeiro,havia dois gays atrás de mim,nada afeminados,robustos,cheirosos e tals.Um deles era casado e o outro não, eles estavam conversando sobre relacionamento,embora, a pressa de chegar em casa para almoçar, eu encurtei os passos para ouvi-los melhor. Infelizmente, não deu para saber o nome deles,mas eu costumo dar nomes aos lagos onde ganso.O casado será Adalmir,o solteiro será David.
David quer viver com Adalmir,mas Adalmir não quer assumi-lo ,muito menos largar a família,foi o que eu percebi de Adalmir,mesmo com a mentira que gosta mais dele do que da esposa,será mesmo?Hum não sei.
-"O problema é que eu tenho dois filhos e eles precisam de mim",segundo Adalmir.
David não se contentou,disse que se o amasse de verdade largaria os filhos,largaria tudo para viver com ele.
Aaaaaaaahhh mas eu fiquei possessa, me deu vontade de me impor,que cara egoísta.Embora,os ombros largos e o olhos de safira,David tinha dentro dele um ser frágil e carente ao máximo dos triplos e quintos.
Enquanto o casal dobrava a esquina da Rua do Ingleses Adalmir diz que não é bem assim e que gosta muito dele,aquele blá blá e o som foi se afastando dos meus ouvidos.
Infelizmente, o percurso da Brigadeiro tinha acabado para eles e eu fiquei assim,ao leo...
O que será que aconteceu entre David e Adalmir?
Pensei também na mulher de Adalmir, se ela desconfia de algo. Ela nem deve desconfiar que o cara com quem ela dorme todas as noites da as costas para o sexo (_*_) .
Coitada da mulher de Aldalmir, David é seu encosto.
Adalmir, você me pareceu um homem muito enrolado.
Espero que decidas;
após a decisão: boa sorte na vida!
domingo, 20 de abril de 2008
Estudar é como um banho no inverno.
Vamos supor que está um dia muito frio,e para entrar no chuveira é preciso de muita,mas muita coragem,muita mesmo!
Porém,você respira fundo,tremendo até os dentes, completamente nu com todos os pêlos eriçados,e,finalnamente o momento,você da um passo em direção ao box; -como se fosse abrir o livro- abre a porta do box,liga o chuveiro e sai aquela água quentinha que corre em todo tegumento de um ser homeotermo e faz com que você se sinta bem,esquece até as horas,não há arrependimentos.
Ao desligar o chuveiro,no término do banho -embora o frio novamente- dá uma sensação gostosa de bem estar.
O problema é que eu sou verão e estou sempre limpa.
Vamos supor que está um dia muito frio,e para entrar no chuveira é preciso de muita,mas muita coragem,muita mesmo!
Porém,você respira fundo,tremendo até os dentes, completamente nu com todos os pêlos eriçados,e,finalnamente o momento,você da um passo em direção ao box; -como se fosse abrir o livro- abre a porta do box,liga o chuveiro e sai aquela água quentinha que corre em todo tegumento de um ser homeotermo e faz com que você se sinta bem,esquece até as horas,não há arrependimentos.
Ao desligar o chuveiro,no término do banho -embora o frio novamente- dá uma sensação gostosa de bem estar.
O problema é que eu sou verão e estou sempre limpa.
sábado, 19 de abril de 2008
A resposta é
Rezillos
Desenterrei meus cds velhos por falta de algo novo que me faça viciar, minha trilha sonora voltou a ser a mesma de 4 anos atrás,só que agora com os ouvidos afinados.
É apaixonante cada riff,as músicas muito bem trabalhadas,
o inglês carregado de sotaque escocês,a performance de palco,a energia transmitida em "Top of the Pops".
Johnny Brady e Fay Fife fazem a banda.
John Brandy quando toca me leva ao delírio e deixa qualquer um no chinelinho.
Fay Fine quando canta me faz dançar.
Ela me lembra a Cindy Louper,só que mais rock n' roll.
Essa semana acordei todos os dias com Rezillos -embora a força da gravidade da minha cama seja muito maior do que a do chão- eu consegui levantar cantando.
Logo mais,pegarei minha latinha de cerveja,apagarei todas as luzes do meu quarto,ligarei o ventilador na minha cara e tentarei tocar baixo com os olhos fechados enquanto canto Rezillos,porque,eu sou música!
Mamãe,mamãe me leve ao show do Rezillos!
Rezillos
Desenterrei meus cds velhos por falta de algo novo que me faça viciar, minha trilha sonora voltou a ser a mesma de 4 anos atrás,só que agora com os ouvidos afinados.
É apaixonante cada riff,as músicas muito bem trabalhadas,
o inglês carregado de sotaque escocês,a performance de palco,a energia transmitida em "Top of the Pops".
Johnny Brady e Fay Fife fazem a banda.
John Brandy quando toca me leva ao delírio e deixa qualquer um no chinelinho.
Fay Fine quando canta me faz dançar.
Ela me lembra a Cindy Louper,só que mais rock n' roll.
Essa semana acordei todos os dias com Rezillos -embora a força da gravidade da minha cama seja muito maior do que a do chão- eu consegui levantar cantando.
Logo mais,pegarei minha latinha de cerveja,apagarei todas as luzes do meu quarto,ligarei o ventilador na minha cara e tentarei tocar baixo com os olhos fechados enquanto canto Rezillos,porque,eu sou música!
Mamãe,mamãe me leve ao show do Rezillos!
domingo, 6 de abril de 2008
Preciso emagrecer, vou passar vontade diante àquele pedaço de pizza;
Preciso ter dinheiro, vou trabalhar as férias inteira;
Preciso andar na moda, vou me incomodar nos trapos sociais;
Preciso saber o que acontece no mundo, vou perder horas de sono;
Preciso ser legal, vou criar máscaras;
Preciso tomar sol, vou perder tempo;
Preciso degustar melhor a comida, vou me atrasar;
Preciso praticar esportes, vou me cansar;
Preciso passar mais tempo com a família, vou perder a festa;
Preciso ir ao cinema, vou enrolar e o filme que quero ver sairá de cartaz;
Preciso ir ao teatro, vou enrolar e a peça que quero ver aumentará o preço;
Preciso ir ao show, vou enrolar e o igresso esgotará;
Preciso aprender matemática, vou me estressar;
Preciso me organizar, vou me perder;
Preciso ser prioritária;
Preciso de mais tempo para ter tempo, para dar tempo para priorizar o tempo exato;
Vou me zelar.
ZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzz...
tic-tac
Preciso ter dinheiro, vou trabalhar as férias inteira;
Preciso andar na moda, vou me incomodar nos trapos sociais;
Preciso saber o que acontece no mundo, vou perder horas de sono;
Preciso ser legal, vou criar máscaras;
Preciso tomar sol, vou perder tempo;
Preciso degustar melhor a comida, vou me atrasar;
Preciso praticar esportes, vou me cansar;
Preciso passar mais tempo com a família, vou perder a festa;
Preciso ir ao cinema, vou enrolar e o filme que quero ver sairá de cartaz;
Preciso ir ao teatro, vou enrolar e a peça que quero ver aumentará o preço;
Preciso ir ao show, vou enrolar e o igresso esgotará;
Preciso aprender matemática, vou me estressar;
Preciso me organizar, vou me perder;
Preciso ser prioritária;
Preciso de mais tempo para ter tempo, para dar tempo para priorizar o tempo exato;
Vou me zelar.
ZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzz...
tic-tac
segunda-feira, 31 de março de 2008
Balanço de 2007
2007,Foi um ano longo e ao mesmo tempo curto, baseado em apostilas.Cruel.Uma crueldade cara porém com um sentido que desafia ,ocupa todo espaço.Esse ano um ano no qual senti a dor da decisão .Esse ano não entrei em nenhuma igreja,mas senti vontade de acender uma vela e me ajoelhar sem ter a capacidade de crer.Esse ano eu conheci diferentes ombros e vi as mais diferentes manifestações de amor quando se quer explodir o mundo.Esse ano descobri que os mais evoluídos são os que vivem em comunidade com sua forma mais pura e simples.Esse ano não ganhei flores,ganhei canções que fizeram eu ver flores.Esse ano descobri que há mais formas de dormir numa sala de aula do que se imagina.Esse ano bebi cerveja num lugar com nome de música.Esse ano redescobri algumas coisas que julgava morta,partes de mim que julguei acabadas e descobri novos bares na cidade. Esse ano tive mais de um futuro,mais de uma vez. Esse ano aprendi a sorri com os olhos. Esse ano pouco escrevi e li o que gostaria. Esse ano almocei em livraria, examinei livro por livro, lombada por lombada, segredo por segredo, falei enquanto olhos azuis muito fundos permaneciam fixos em mim e entendi os anos que passam e que não passam. Esse ano aprendi que o amor pode vir fantasiado em caixinhas de cristais nostálgicos embrulhado com papelão para disfarçar. Esse ano me disseram que sou importante mesmo da minha forma tosca e simples, e que faço diferença nalgumas vidas, vez que outra. Esse ano descobri que não sou importante para umas tantas pessoas e que isso faz parte da vida.Esse ano assisti filmes com novos olhos e bocejei em cenas que antes me faziam rir.Esse ano brinquei de ganhar trófeu com shampoo,descobri que Tom Zé ainda me surpriende.Esse ano não esperei em vão nenhum telefonema.Esse ano eu bebi cerveja quase todos os finais de semana .Esse ano eu ganhei cartas com as mais belas palavras.Esse ano eu tive clareza de todas as coisas que não quero. Esse ano aprendi a não temer. Esse ano aprendi que bebida e volante realmente não combinam.Esse ano aprendi a valorizar os meus pés e como eu os amo. Esse ano,eu entendi que ainda tenho muito que caminhar e aprender , mas que eu sigo porque não estou sozinha, mesmo quando acho que estou, ainda que não seja fácil de entender.
domingo, 30 de março de 2008

Ney,poxa!
Você nem para nos esperar, o que custava?!?
Pensei que você estava aguardando a presença de quatro lindas garotas para prestegiar a sua pessoa,mas não Ney!Você é igual aos outros.
Ney,que decepção!
Logo eu, que estava tão entusiasmada,agora,me sinto broxada ente a sua presença.
Mesmo assim, não guardarei mágoas!
Ainda espero vê-lo,querido Ney!
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