Às vezes, a gente senta para escrever no lugar mais agradável.
Com o melhor som e a melhor paisagem.
E não vem nada.
Então, deixo a caneta de lado, guardo o papel no bolso; encosto na árvore e tiro os sapatos.
O sol aponta para meus pés descalços e os aquecem. Em seguida, me desligo.
Apenas, sinto e ouço:
O canto dos passáros, o barulho que o vento transmite nas folhas e o violão que os garotos ao lado tocam. Um deles toca gaita.
O soprar de sua gaita faz companhia aos passáros;
entra em harmonia com o verde.
E as notas saem passeando pelo céu, sem perder o ritmo se perdem nas nuvens. Acalmam as crianças que choram, os corações partidos e as dores do mundo.
E lá está ela!
Sem rima, sem métricas e do não pensar.
Nasce a poesia.
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