terça-feira, 7 de outubro de 2008

Em 2008 era para a terra ter sido engolida por um buraco negro com origem na Suiça.
O mundo vai acabar!
Pensaram alguns.
Certo, foi apenas um engano.
O mundo já acabou e não percebemos.
A terra vaga pelo espaço e brinca de gira-gira com os cometas para fingir-se de viva.
Enquanto ela gira, produz um micróbio que se chama homem.
Este micróbio gera um fóssil que vai alimentá-la a cada rotação, assim, sobra forças para na translação brincar de pega-pega com o sol.
-Micróbios, meras cobaias para me distrair! Disse certa vez a terra à lua.
A lua achou uma blasfêmia e deu de costas para a terra, assim nasceu o eclipse.
A cada eclipse Aristóteles sorri, afirmando sua teoria, que abaixo da lua está o mundo corruptível composto por terra, ar, fogo e água.
Para fugir do corruptível são 384 000 km. Mas para mentes lunáticas chegar à lua não leva um segundo. Em menos de um segundo encontra-se figuras e palavras que transitam de variadas formas sem gravidade.
Minguante, Crescente, Cheia e Nova.
Para cada face, uma nova estação.
Para cada cometa, uma nova história.
Lá sou artista, música, poeta, mágica, bailarina, astronauta e até mesmo uma matemática...
Sorrio com Aristóteles.
Aceno para Via Láctea. E vôo para a Terra do Nunca, levando nas mãos o infinito pó de pirlimpimpim.

2 comentários:

Lizandra Pavan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lizandra Pavan disse...

Ter uma mente lunática para ir até a lua é um privilégio! O mundo da lua é o unico lugar onde eu me sinto 100% feliz, sem preocupações e criança de novo!! Gemaaaaaa, um brinde ao nosso mundo da lua!