Às vezes, a gente senta para escrever no lugar mais agradável.
Com o melhor som e a melhor paisagem.
E não vem nada.
Então, deixo a caneta de lado, guardo o papel no bolso; encosto na árvore e tiro os sapatos.
O sol aponta para meus pés descalços e os aquecem. Em seguida, me desligo.
Apenas, sinto e ouço:
O canto dos passáros, o barulho que o vento transmite nas folhas e o violão que os garotos ao lado tocam. Um deles toca gaita.
O soprar de sua gaita faz companhia aos passáros;
entra em harmonia com o verde.
E as notas saem passeando pelo céu, sem perder o ritmo se perdem nas nuvens. Acalmam as crianças que choram, os corações partidos e as dores do mundo.
E lá está ela!
Sem rima, sem métricas e do não pensar.
Nasce a poesia.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
Férias!!!
Julho:
Garotinha de apartamento com os pais trabalhando.Não havia muitos lugaress para ir nem muito o que se fazer, mas havia a casa da Martha.
A Martha nunca gostou de brincar de boneca, nem nada que a deixasse parada. Então, passavamos a tarde no parquinho, quando não havia ninguém para nos levar, ficavamos no corredor do prédio brincando de pega-pega , esconde-esconde e tocar a campainha e sair correndo.
Houve uma vez que nós, junto com a Marielle achamos um pacote de camisinha (certamente dos pais dela), abrimos a camisinha e colocamos na perna da boneca para servir de meia calça. Achamos aquilo oleoso, mas poderia ser uma bexiga diferente.Por que não?
E tem o meu primo Junior, passavamos muito tempo juntos. Jogavamos videogame, jogos de tabuleiro, Super Trunfo e viamos muito desenho.
Na volta às aulas ,tinha que fazer uma redação à respeito das férias de julho. Como era meio restrito aos alunos que ficavam muito em casa, a professora deixava os alunos inventarem. Em várias delas fui à Vila do Chaves, a casa do Mickey e ao Catelo Ratimbum.
Diferente das férias de janeiro, sempre havia o que falar. Tinha a praia, o velho Noel e as festas de reveillon - muito divertidas, pelo simples motivo de não parar de citar: "o ano que vem"-.
Após à ceia de reveillon, eu e meus primos não paravamos de repetir "o ano que vem". Jantar só o ano que vem, tomar banho só o ano que vem, pentear o cabelos só o ano que vem, trocar de roupa só o ano que vem, etc.
Foi em uma dessas festas que descobrir que Sidra Cereser, não é champanhe.
Mas para vovó sempre foi champanhe.
Recaptulando esta bonita palavra, cujo nome é férias, para às 17:15, 22 de julho de 2008.
Como é bom estar de férias!
O significado do nada é tudo quando se está de férias.
O simples sentar olhar para o teto e obedecer o nada chega a dar orgasmos.
Enquanto o relógio está lá trabalhando sem paciência nos ponteiros, eu fico aqui de papo pro ar.
Estou de férias não tenho dever, não tenho hora e não tenho relógio. E não me importo em ter um.
Rio dos colecionadores de relógio.
Pagar para ver o tempo passar? Não obrigada!
As horas passam sem precisar ver.
O calendário e meus deveres cotidianos fazem isso por si só.
Mas não agora, porque eu estou de férias.
Deixe o relógio lá, trabalhando. Sendo útil as obrigações metropolitanas, e me deixe aqui saudando a gordura trans debaixo das cobertas, deixando os lipídios trabalharem sossegados a favor do meu sedentarismo.
Julho:
Garotinha de apartamento com os pais trabalhando.Não havia muitos lugaress para ir nem muito o que se fazer, mas havia a casa da Martha.
A Martha nunca gostou de brincar de boneca, nem nada que a deixasse parada. Então, passavamos a tarde no parquinho, quando não havia ninguém para nos levar, ficavamos no corredor do prédio brincando de pega-pega , esconde-esconde e tocar a campainha e sair correndo.
Houve uma vez que nós, junto com a Marielle achamos um pacote de camisinha (certamente dos pais dela), abrimos a camisinha e colocamos na perna da boneca para servir de meia calça. Achamos aquilo oleoso, mas poderia ser uma bexiga diferente.Por que não?
E tem o meu primo Junior, passavamos muito tempo juntos. Jogavamos videogame, jogos de tabuleiro, Super Trunfo e viamos muito desenho.
Na volta às aulas ,tinha que fazer uma redação à respeito das férias de julho. Como era meio restrito aos alunos que ficavam muito em casa, a professora deixava os alunos inventarem. Em várias delas fui à Vila do Chaves, a casa do Mickey e ao Catelo Ratimbum.
Diferente das férias de janeiro, sempre havia o que falar. Tinha a praia, o velho Noel e as festas de reveillon - muito divertidas, pelo simples motivo de não parar de citar: "o ano que vem"-.
Após à ceia de reveillon, eu e meus primos não paravamos de repetir "o ano que vem". Jantar só o ano que vem, tomar banho só o ano que vem, pentear o cabelos só o ano que vem, trocar de roupa só o ano que vem, etc.
Foi em uma dessas festas que descobrir que Sidra Cereser, não é champanhe.
Mas para vovó sempre foi champanhe.
Recaptulando esta bonita palavra, cujo nome é férias, para às 17:15, 22 de julho de 2008.
Como é bom estar de férias!
O significado do nada é tudo quando se está de férias.
O simples sentar olhar para o teto e obedecer o nada chega a dar orgasmos.
Enquanto o relógio está lá trabalhando sem paciência nos ponteiros, eu fico aqui de papo pro ar.
Estou de férias não tenho dever, não tenho hora e não tenho relógio. E não me importo em ter um.
Rio dos colecionadores de relógio.
Pagar para ver o tempo passar? Não obrigada!
As horas passam sem precisar ver.
O calendário e meus deveres cotidianos fazem isso por si só.
Mas não agora, porque eu estou de férias.
Deixe o relógio lá, trabalhando. Sendo útil as obrigações metropolitanas, e me deixe aqui saudando a gordura trans debaixo das cobertas, deixando os lipídios trabalharem sossegados a favor do meu sedentarismo.
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