Putz grilo!
Apolinário e Almerinda se conheceram em uma domingueira.Almerinda,estava toda farceira.Fez o seu primeiro vestido com a máquina de costura que sua mãe ganhou em uma rifa.
O salão estava cheio,ao som da vitrola todos dançavam.Lá estava Almerinda, perto da mesa de ponche conversando com sua patota,do outro lado do salão estava Apolinário, vestindo um paletó azul com grandes ombreiras de espuma.
Os olhares se cruzaram, meio intimidada Almerinda ajeita o cabelo cortado em camadas(estilo "poodle"),e começa a dançar olhando para o pão.
Apolinário comenta com os batutas:
- perdição!Tem o gingado que chacoalha o velho!
Balançando o esqueleto, foi se aproximando da donzela...
-Oi xuxuquita,qual é sua graça? Vamos dar um role na praia pra ver corrida de submarinos?
Almerinda, sabendo que o broto estava tropeçando nas anáguas,aceitou o convite.
Mais tarde ... Casaram-se.
O céu estava estrelado, na lua de mel,de tanto apontar para as estrelas voltaram cheio de espinhas.
Almerinda teve seu primeiro filho chamado Asdrubaldo,mas não pôde amamentá-lo.Ao dar a luz recebeu a visita de sua irmã Ermecinda que menstruada, foi sentar na cama de Almerinda,e o leite secou.Mesmo assim,Asdrubaldo cresceu forte e sapeca.Tinha uma fome de leão que duvide-ou-dó.
Apolinário e Almerinda tiveram mais quatro filhos: Odilha Sebastina,Pedrolina,Gertrudes e Anastácio.
Odilha Sebastina era fogo na roupa,sempre que um dos seus irmãos se sentava com a perna esticada,ela passava por cima.Por causa de Odilha Sebastina seus irmãos não cresceram.
O sonho de Pedrolina era ser alta,como vingança varreu o pé da irmã e Odilha Sebastina não casou.Não havia Santo Antônio que a casa-se!
No mês passado,Gertrudes virou mocinha e não pôde ter seu cabelo lavado por uma semana,para não correr o risco de acordar com o ventre deformado.
Anastácio vive doente porque sempre esquece a porta do guarda-roupa aberta.Mas foi curado da asma tomando um banho gelado a noite e se enrolando em um cobertor bem quente sem roupa.
A família não gostava de chuva,perdiam as estribeiras a cada trovão. Quando chovia jogavam sabonetes no telhado e acendiam folhas de Santa Bárbara para a chuva cessar.
Moravam em uma casa farta.Embora,de várias portas somente uma era aberta,pois,o visitante tinha que sair pela mesma porta que entrou para não levar a riqueza da família.Atrás da porta havia um punhado de sal grosso e uma vassoura para impedir más visitas.
Apolinário,Apolinário.Era pimba na parafuzeta,teimoso que só Jesus de bicicleta.
Apolinário conquistou a terra!
Desistiu de fazer aniversário e foi abotoar o paletó de madeira.
Ontem foi sua missa de sétimo dia, morreu de nó nas tripas por prender os gases.
No dia do enterro, na hora de fechar o caixão, Almerinda,agora,viúva:
-Espere um pouco!
Depois de umas apalpadelas no falecido:
-Pode fechar, está tudo desligado!
E seguiu para casa repetindo: por fora bela viola mas por dentro pão bolorento.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Em um dia de insônia...
Abri uma caixa empoirada de lembranças escassas,substiuídas por impessoais "scraps" e emails.
Achei uma carta,que eu pensava estar extinta do meu cômodo e de mim.Ela estava lá, soterrada no fundo da caixa. Embaixo de cartas de amigos.
Na caixa, cartas recentes e velhas, todas com algo em comum: o desejo que a amizade permanecesse.
Em todas elas, -inclusive a carta soterrada- havia expressões como "pra sempre,"nunca me esquecerei","jamais". Naquela época acreditei. Hoje leio com saudades.
Alguns partiram,outros,continuaram comigo.E há os que comigo ainda convivem, mas já não tem o laço tão estreito.
A culpa não é da inocência. O culpado é o tempo!
Devemos pensar duas vezes antes de dizermos - e, principalmente, escrevermos - algo que envolva a eternidade.
O calor de algumas emoções e momentos não raro nos fazem dizer frases que em breve tornar-se-ão mentiras.
Períodos de mentiras futuras fazem sentido em um contexto, servem apenas para lembrar o quanto valeu a pena o passado no futuro.Vivi isso essa semana.A carta soterrada fez as cores e os sons de um tempo remoto levantarem da cova e me visitar.
Ler uma frase e viver outra realidade. É muito saudoso! Só me faz acreditar cada vez menos nas pessoas...
Não que eu seja pessimista.Acredito na verdadeira amizade.
Sei que as cartas citadas foram escritas com muito amor, e as tenho guardadas até hoje com muito carinho.Quanto a carta que se escondeu por anos, é provável que o lixo nunca a conheça.
O que fica evidente é a real necessidade de se cultivar aquilo ou aqueles que queremos para sempre.
Palavras jogadas em um pedaço de papel há seis anos queriam dizer muita coisa. Hoje, não passam de átomos de grafite descansando sobre um alvo leito.
Nenhuma fogueira, por mais intensa que seja, permanece emanando calor se não for devidamente alimentada.
Os relacionamentos, infelizmente, são muito mais complexos do que um simples fogareiro.
Ao terminar de ler a carta que tanto me chamou atenção,cuja existência estava extinta,voltei a soterrá-la,em uma caixa de difícil acesso.Não no lugar mais fácil de achá-la. Não na prateleira mais visível. Não na gaveta mais alta. No fundo de uma caixa. Não no lugar que merece.
Um dia a vida passa... e nós não vemos!
Um dia alguém cantou que o pra sempre sempre acaba...
Abri uma caixa empoirada de lembranças escassas,substiuídas por impessoais "scraps" e emails.
Achei uma carta,que eu pensava estar extinta do meu cômodo e de mim.Ela estava lá, soterrada no fundo da caixa. Embaixo de cartas de amigos.
Na caixa, cartas recentes e velhas, todas com algo em comum: o desejo que a amizade permanecesse.
Em todas elas, -inclusive a carta soterrada- havia expressões como "pra sempre,"nunca me esquecerei","jamais". Naquela época acreditei. Hoje leio com saudades.
Alguns partiram,outros,continuaram comigo.E há os que comigo ainda convivem, mas já não tem o laço tão estreito.
A culpa não é da inocência. O culpado é o tempo!
Devemos pensar duas vezes antes de dizermos - e, principalmente, escrevermos - algo que envolva a eternidade.
O calor de algumas emoções e momentos não raro nos fazem dizer frases que em breve tornar-se-ão mentiras.
Períodos de mentiras futuras fazem sentido em um contexto, servem apenas para lembrar o quanto valeu a pena o passado no futuro.Vivi isso essa semana.A carta soterrada fez as cores e os sons de um tempo remoto levantarem da cova e me visitar.
Ler uma frase e viver outra realidade. É muito saudoso! Só me faz acreditar cada vez menos nas pessoas...
Não que eu seja pessimista.Acredito na verdadeira amizade.
Sei que as cartas citadas foram escritas com muito amor, e as tenho guardadas até hoje com muito carinho.Quanto a carta que se escondeu por anos, é provável que o lixo nunca a conheça.
O que fica evidente é a real necessidade de se cultivar aquilo ou aqueles que queremos para sempre.
Palavras jogadas em um pedaço de papel há seis anos queriam dizer muita coisa. Hoje, não passam de átomos de grafite descansando sobre um alvo leito.
Nenhuma fogueira, por mais intensa que seja, permanece emanando calor se não for devidamente alimentada.
Os relacionamentos, infelizmente, são muito mais complexos do que um simples fogareiro.
Ao terminar de ler a carta que tanto me chamou atenção,cuja existência estava extinta,voltei a soterrá-la,em uma caixa de difícil acesso.Não no lugar mais fácil de achá-la. Não na prateleira mais visível. Não na gaveta mais alta. No fundo de uma caixa. Não no lugar que merece.
Um dia a vida passa... e nós não vemos!
Um dia alguém cantou que o pra sempre sempre acaba...
domingo, 25 de maio de 2008
"Existem dias que valem por anos e amigos que valem por mil."
Dias que não formam dois anos.Apenas um ano com acontecimentos de mil.
E,amigos assim,que a presença vale por tudo e todos.
Costumo não chorar com filmes nem com histórias alheias mas aconteceu,foi como um trovão que dispertou milhares de sentimentos em um só.Senti raiva,susto,dor e medo.Medo, do alívio da dor. Medo,que o alívio aliviasse todas as dores para sempre.
Mas enxerguei uma força anormal naquela garota que falava olhando nos meus olhos.Esta força me arrepiou ao mesmo tempo me fez sorrir e foi aí que a lágrima escorreu.Dentro de uma lágrima estavam todos os sentimentos,vontades e palavras que nem sempre saem.
Tive vontade de colocar essa menina com cara de guaxinim dentro de um pote e trancar, para protegê-la desse mundo mau e dos "eus" malvados.
Numa madrugada de sábado,sentadas em uma mesa de bar atrás de caixas empilhadas de cerveja com a fumaça do cigarro ao redor,vi que gente comum é mais admirável que muitos imortais construídos pela história.
Talvez por sermos exigentes demais com a realidade,construímos heróis com atitudes sobrenaturais; matar dragões,salvar mocinhas,salvar o mundo e na mais real das situações ganhar corridas.Os verdadeiros heróis são feitos de atitude,vontades e persistências,tipo essas de guaxinim.
Conheci uma heroína,de verdade;de carne e osso;unhas e dentes;habitante da rua de cima.
Com deslizes humanos. Não sabe voar.Não descende de Aristótoles.Não descende de Gandhi.Não têm poderes mágicos.Mas significa muito em várias vidas contemporâneas e reais.
Grande é o meu orgulho e minha irmandade, em relação a essa menina de olhos grandes.
Dias que não formam dois anos.Apenas um ano com acontecimentos de mil.
E,amigos assim,que a presença vale por tudo e todos.
Costumo não chorar com filmes nem com histórias alheias mas aconteceu,foi como um trovão que dispertou milhares de sentimentos em um só.Senti raiva,susto,dor e medo.Medo, do alívio da dor. Medo,que o alívio aliviasse todas as dores para sempre.
Mas enxerguei uma força anormal naquela garota que falava olhando nos meus olhos.Esta força me arrepiou ao mesmo tempo me fez sorrir e foi aí que a lágrima escorreu.Dentro de uma lágrima estavam todos os sentimentos,vontades e palavras que nem sempre saem.
Tive vontade de colocar essa menina com cara de guaxinim dentro de um pote e trancar, para protegê-la desse mundo mau e dos "eus" malvados.
Numa madrugada de sábado,sentadas em uma mesa de bar atrás de caixas empilhadas de cerveja com a fumaça do cigarro ao redor,vi que gente comum é mais admirável que muitos imortais construídos pela história.
Talvez por sermos exigentes demais com a realidade,construímos heróis com atitudes sobrenaturais; matar dragões,salvar mocinhas,salvar o mundo e na mais real das situações ganhar corridas.Os verdadeiros heróis são feitos de atitude,vontades e persistências,tipo essas de guaxinim.
Conheci uma heroína,de verdade;de carne e osso;unhas e dentes;habitante da rua de cima.
Com deslizes humanos. Não sabe voar.Não descende de Aristótoles.Não descende de Gandhi.Não têm poderes mágicos.Mas significa muito em várias vidas contemporâneas e reais.
Grande é o meu orgulho e minha irmandade, em relação a essa menina de olhos grandes.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Os vínculos noticiários se tornaram banais.
Para se manter informado,ler o jornal uma vez por mês é o suficiente.
Até o mundo caiu no tédio,coincidentemente acontecimentos de longas datas acontecem continuamente,só mudam os personagens,às vezes o local e fracamente os interesses.
O que dizia nas primeiras páginas é o que diz hoje e dirá amanhã e depois de amanhã até o fim dos dias.
Dos aqueus,druidas,suméricos,fenícios aos nossos antepassados,ao analisarem o mundo hoje, eles seriam convictos em dizer: "já vi esssa cena antes."
A novidade não existe, o que existe são atualizações,já se foram XXI séculos de mesmice.
Enquanto isso no subversivo planeta terra,
Deus boceja.
_________________
E,o Srº Progresso junta seu amor por usar fantasias com a dó que sente pela Novidade não ser ninguém.Então,ele a foca,se enfeitando a cada década de algo e a Srº Novidade querendo ser alguém o agradece pela cegueira produzida no ser.
Para se manter informado,ler o jornal uma vez por mês é o suficiente.
Até o mundo caiu no tédio,coincidentemente acontecimentos de longas datas acontecem continuamente,só mudam os personagens,às vezes o local e fracamente os interesses.
O que dizia nas primeiras páginas é o que diz hoje e dirá amanhã e depois de amanhã até o fim dos dias.
Dos aqueus,druidas,suméricos,fenícios aos nossos antepassados,ao analisarem o mundo hoje, eles seriam convictos em dizer: "já vi esssa cena antes."
A novidade não existe, o que existe são atualizações,já se foram XXI séculos de mesmice.
Enquanto isso no subversivo planeta terra,
Deus boceja.
_________________
E,o Srº Progresso junta seu amor por usar fantasias com a dó que sente pela Novidade não ser ninguém.Então,ele a foca,se enfeitando a cada década de algo e a Srº Novidade querendo ser alguém o agradece pela cegueira produzida no ser.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Escrito,
08/02/ 2005
Professores, amigos, bagunça, prova, namorico, recreio.
Meu primeiro dia de aula,meninha rechonchuda de trancinhas,com
uma mochila em formato de um rosto de cachorro e sua lancheira
da turma da Mônica que vinha com um copão que girava e saia o canudinho.Usava uniforme marrom ,tênis e meias brancas.Lembro-me perfeitamente como estava assustada naquele dia, ia para o 2º pré em uma escola de verdade ,totalmente diferente do Anjo Azul,onde tinhamos hora do cochilinho, merenda, televisão e a tia Nilda.Infelizmente, eu não me recordo dos traços dela,mas me lembro de espera-la na porta quando ela ia ao banheiro só para ela me paparicar.
No São Jóse as coisas eram bem diferentes,não podia mais chamar a professora de tia,tinha que chama-las de mestra,tinha boletim,diretora,quadra,lista de material escolar e cartilha para aprender o alfabeto.
A lista de material escolar!
A cada início do ano letivo as mães iam buscar na escola a tão esperada lista de material.
Não tão esperada pelas mães, claro. Tinha que comprar várias folhas de almaço, sendo que eu usava só umas de cinquenta durante o ano inteiro. Enfim. Para nós, alunos, era divertido ir até a papelaria e voltar para casa com a sacola cheia de papéis coloridos, livros,um pacote de folhas sulfite, estojo, lápis de cor,uma borracha verde macia,compasso,régua de 30 cm,três esquadros e lápis 2B e seguia por aí afora.
Abrir pela primeira vez a caixa nova de lápis de cor.Preferencialmente a de 36 unidades, com duas gavetas. Aqueles lápis lindos, apontadinhos, colocados em ordem de cores. O medo de tirar do lugar e depois não conseguir colocar de volta no lugar certo e o cheiro de lápis novo, um dos
melhores cheiros do mundo.
Os livros e cardenos encapados com plástico pareciam que pediam para serem arranhados.E finalmente eu cedia e lá ia a unha no plástico.
Também era de costume etiquetar tudo, das réguas aos livros e cadernos.Era um desafio.
No Externato,lembro de ter respondido vários caderno de perguntas . "Quantas vezes já beijou?"; "Onde gostaria de morar?"; "Que carro gostaria de ter?". Listas do "Garoto mais bonito da sala".
Faz falta ouvir o sinal do recreio, das carteiras enfileiradas, sair correndo para casa para não perder Blossom;em seguida,ficar assistindo Chaves e Chapolim.
As tardes depois da escola deixaram marcas de baba no travesseiro.Os telefonemas com a melhor amiga,as idas à Galeria do Rock com o uniforme do Adventista se achando roqueira.
Mas nada a cima se compara ao tempos do Ego Sum.
Não me importava se era segunda ou sexta,nem se iria ter aula aos sábados.
Não precisava mais mentir para minha mãe que estava doente para faltar.Era divertido ir à escola.
Se aprendia matemática,biológia,quimíca,gramática,física,história e geográfia da maneira mais gostosa,regada com muito humor. Era interessante aprender.
As escadas,o banco,o pátio,as festas,o degrau em frente à porta, as janelas,os professores,meus amigos e os demais que ocupavam aquele casarão.Sempre vou lembrar!
Saudades de você Ego Sum!!!
08/02/ 2005
Professores, amigos, bagunça, prova, namorico, recreio.
Meu primeiro dia de aula,meninha rechonchuda de trancinhas,com
uma mochila em formato de um rosto de cachorro e sua lancheira
da turma da Mônica que vinha com um copão que girava e saia o canudinho.Usava uniforme marrom ,tênis e meias brancas.Lembro-me perfeitamente como estava assustada naquele dia, ia para o 2º pré em uma escola de verdade ,totalmente diferente do Anjo Azul,onde tinhamos hora do cochilinho, merenda, televisão e a tia Nilda.Infelizmente, eu não me recordo dos traços dela,mas me lembro de espera-la na porta quando ela ia ao banheiro só para ela me paparicar.
No São Jóse as coisas eram bem diferentes,não podia mais chamar a professora de tia,tinha que chama-las de mestra,tinha boletim,diretora,quadra,lista de material escolar e cartilha para aprender o alfabeto.
A lista de material escolar!
A cada início do ano letivo as mães iam buscar na escola a tão esperada lista de material.
Não tão esperada pelas mães, claro. Tinha que comprar várias folhas de almaço, sendo que eu usava só umas de cinquenta durante o ano inteiro. Enfim. Para nós, alunos, era divertido ir até a papelaria e voltar para casa com a sacola cheia de papéis coloridos, livros,um pacote de folhas sulfite, estojo, lápis de cor,uma borracha verde macia,compasso,régua de 30 cm,três esquadros e lápis 2B e seguia por aí afora.
Abrir pela primeira vez a caixa nova de lápis de cor.Preferencialmente a de 36 unidades, com duas gavetas. Aqueles lápis lindos, apontadinhos, colocados em ordem de cores. O medo de tirar do lugar e depois não conseguir colocar de volta no lugar certo e o cheiro de lápis novo, um dos
melhores cheiros do mundo.
Os livros e cardenos encapados com plástico pareciam que pediam para serem arranhados.E finalmente eu cedia e lá ia a unha no plástico.
Também era de costume etiquetar tudo, das réguas aos livros e cadernos.Era um desafio.
No Externato,lembro de ter respondido vários caderno de perguntas . "Quantas vezes já beijou?"; "Onde gostaria de morar?"; "Que carro gostaria de ter?". Listas do "Garoto mais bonito da sala".
Faz falta ouvir o sinal do recreio, das carteiras enfileiradas, sair correndo para casa para não perder Blossom;em seguida,ficar assistindo Chaves e Chapolim.
As tardes depois da escola deixaram marcas de baba no travesseiro.Os telefonemas com a melhor amiga,as idas à Galeria do Rock com o uniforme do Adventista se achando roqueira.
Mas nada a cima se compara ao tempos do Ego Sum.
Não me importava se era segunda ou sexta,nem se iria ter aula aos sábados.
Não precisava mais mentir para minha mãe que estava doente para faltar.Era divertido ir à escola.
Se aprendia matemática,biológia,quimíca,gramática,física,história e geográfia da maneira mais gostosa,regada com muito humor. Era interessante aprender.
As escadas,o banco,o pátio,as festas,o degrau em frente à porta, as janelas,os professores,meus amigos e os demais que ocupavam aquele casarão.Sempre vou lembrar!
Saudades de você Ego Sum!!!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Quase me faz falta o interesse por gerações posteriores.Elas são às nossas mera reproduções do que reproduzimos um dia e esse é um tédio difícil de suportar,o replay deixa as coisas enfadonhas.
Fases.Esta, em que um canto confortável acompanhado de um bom livro vale por mil pessoas e por todos os comigos de mim.
Fases.Esta, em que um canto confortável acompanhado de um bom livro vale por mil pessoas e por todos os comigos de mim.
domingo, 4 de maio de 2008
Tudo sobre nada
Tudo sobre tudo
Nada sobre nada
Nada sobre tudo
Sobre tudo nada
Sobre nada tudo
Sobre nada sobra
Sobra nada sobre tudo
Sobra nada sobra tudo
Sobra tudo sobre nada
Hoje, por mais que eu esprema,centrifugue e amasse não sai suco da laranja.
Palavras embaralhadas,
100 sentido e 100 sabor.
espera,sossega,começa...
A,B,C
expira,respira,inspira,
se inspira!
Tudo sobre tudo
Nada sobre nada
Nada sobre tudo
Sobre tudo nada
Sobre nada tudo
Sobre nada sobra
Sobra nada sobre tudo
Sobra nada sobra tudo
Sobra tudo sobre nada
Hoje, por mais que eu esprema,centrifugue e amasse não sai suco da laranja.
Palavras embaralhadas,
100 sentido e 100 sabor.
espera,sossega,começa...
A,B,C
expira,respira,inspira,
se inspira!
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