Uma andorinha passa o dia à toa.
A segunda andorinha diz que tem a cantiga mais triste, porque, passou a vida à toa, à toa.
Entre linhas, Manuel Bandeira, quis nos dizer, é que essa segunda andorinha era química.
Hess,Torbern Bergman,Lavoisier e seus fiéis seguidores.
Tenho dó, em pleno século XVIII, no final das trevas do conhecimento humano; preferiam queimar seus neurônios fazendo experiências à toa.
Claro, é um modo ignorante de pensar, pois, muito do que temos hoje devemos a eles. Mas pra mim, basta saber que na natureza nada se cria, tudo se transforma e sigo feliz. Não me interresso em saber as propriedade químicas, nem aqueles nomes mirabolantes.
Sabe, no fundo até os admiro. Para ser químico é preciso ter uma imaginação muito fértil. O que me faz crer que para cada experiência realizada, uma semente da papoila de ópio era retirada dos verdes gramados.
Para piorar, ainda há a soberba matemática embutida na química, aquela matemática chata, com contas longas que nunca dá número inteiro.
Embora, entre matemática e química, fico com a matemática. Posso usá-la em combinações e arranjos para jogar na Loto. Será que está acumulada?
As principais operações: somar, dividir, multiplicar e subtrair; são importantes quando se trata de dinheiro.
Em suma, a matemática para humanóides, é capitalista. Usada com vigor, apenas quando se trata de dinheiro.
De resto, sem precisão. É à-toa.
Prefiro passar uma tarde dando vida à Família Silva Sauro.
Quem disse que eles tem que ser verdes?!? Posso deixá-los azuis,amarelos,lilás e até rosas, ou não, deixá-los da cor do papel e dar um novo tom para camisa do Dino. E dar um tom mais alegre para rabugenta da Zilda.
Como sei que a Charlene gosta de ser moderninha, posso deixá-la com uma franjinha e fazer uma tatuagem no braço dela - porque,se for no rabo,não vai pegar bem- .
O Bobby não está mais enjoado da jaqueta vermelha, graças a mim. A Fran - a devota dona de casa -, da família é a que eu mais admiro (ou tenho dó), por isso caprichei no visual dela, até a presenteei com um chápeu.
E de tão antipático, deixei o rabo do chefe do Dino, rosa com chifres acinzentados e dentes verdes. Quem mandou ser bravo?!?Bem feito pra ele!
Na verdade, à toa sou eu.
Que gosto de escrever coisas assim; á toa, á toa.
Prefiro passar a vida cheia de cores, livros, teatro, cinema e poesia.
Minha cantiga é mais alegre, andorinha!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
domingo, 8 de junho de 2008
Percebi que estou mais velha do que pensava
e mais cansada do que esperava.
Bocejos intermináveis.
Olhos molhados de sono.
Uma noite perdida de sono, faz eu me sentir um vegetal radioativo o dia in-tei-ro.
Baladas cheiram a cinzeiro e prejudicam a caixa craneana com o seus intermináveis "putz,putz". Não suporto mais ouvir "putz,putz" ;são tão desumanos.
A homegenidade exala em um lugar escuro e fechado.De costas,todos iguais.Parecem manequis de vitrine de shopping.Colocam sua melhor roupa,gelzinho no cabelo,chapinha e ficam horas se arrumando em frente ao espelho; para depois acabar a noite como uma drag pobre que anda pelas ruas à procura de cola.
Balada alternativa é menos pior.O som é humamo e empolgante.Porém,são muito abafadas e também fedem a cinzeiro. Estão cheias de moderninhos, que só de olhar na cara deles da para saber a ficha completa; não vêem filmes hollywoodianos, só lêem livros e ouvem músicas que ninguém conhece.
Não estou intencionada a generalizar,mas é o que tudo me parece e me é apresentado.
Mas, fico com o som!
Escrevo como uma idosa,
sei quem fui, hoje não sei quem sou.
Tenho idéias abstratas do que me tornei.
Só sei que:
Amo um botequim!!!
Sou devota a ele. Bendito seja quem o inventou!
e mais cansada do que esperava.
Bocejos intermináveis.
Olhos molhados de sono.
Uma noite perdida de sono, faz eu me sentir um vegetal radioativo o dia in-tei-ro.
Baladas cheiram a cinzeiro e prejudicam a caixa craneana com o seus intermináveis "putz,putz". Não suporto mais ouvir "putz,putz" ;são tão desumanos.
A homegenidade exala em um lugar escuro e fechado.De costas,todos iguais.Parecem manequis de vitrine de shopping.Colocam sua melhor roupa,gelzinho no cabelo,chapinha e ficam horas se arrumando em frente ao espelho; para depois acabar a noite como uma drag pobre que anda pelas ruas à procura de cola.
Balada alternativa é menos pior.O som é humamo e empolgante.Porém,são muito abafadas e também fedem a cinzeiro. Estão cheias de moderninhos, que só de olhar na cara deles da para saber a ficha completa; não vêem filmes hollywoodianos, só lêem livros e ouvem músicas que ninguém conhece.
Não estou intencionada a generalizar,mas é o que tudo me parece e me é apresentado.
Mas, fico com o som!
Escrevo como uma idosa,
sei quem fui, hoje não sei quem sou.
Tenho idéias abstratas do que me tornei.
Só sei que:
Amo um botequim!!!
Sou devota a ele. Bendito seja quem o inventou!
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